Todo mundo virou especialista em riscos psicossociais? É isso mesmo?
Desde que a nova NR1 passou a ganhar destaque nas empresas, tenho observado um fenômeno preocupante: muitas pessoas passaram a se sentir habilitadas para falar sobre #riscospsicossociais, saúde mental, diagnóstico e até mesmo sobre planos terapêuticos.
Mas precisamos fazer uma reflexão importante.
Compreender a importância da #saúdemental no ambiente de trabalho é fundamental. Falar sobre #prevenção, #qualidadedevida e #bemestar também é necessário.
No entanto, existe uma diferença entre conscientizar e realizar avaliações técnicas, emitir pareceres, estabelecer #diagnósticos ou definir condutas terapêuticas.
Riscos psicossociais são um tema complexo. Exigem conhecimento sobre #comportamento humano, saúde ocupacional, contexto #organizacional, fatores de risco, aspectos #legais, #éticos e #clínicos.
Da mesma forma, um #diagnóstico não pode ser baseado em impressões, vídeos de internet ou interpretações superficiais. Diagnóstico é um processo técnico, realizado por profissionais devidamente habilitados e respaldados por formação específica.
A NR1 trouxe uma oportunidade extraordinária para que as empresas discutam saúde mental com mais seriedade. Mas ela não transformou todos em especialistas da área.
Quando falamos de saúde mental, estamos falando de pessoas, histórias, sofrimento, qualidade de vida e, muitas vezes, de vidas que precisam de cuidado responsável.
Por isso, antes de seguir orientações sobre diagnóstico, riscos psicossociais ou planos terapêuticos, faça uma pergunta simples:
Quem está falando possui formação, habilitação e responsabilidade técnica para atuar nesse tema?
Informação é importante. Mas quando o assunto é saúde mental, conhecimento técnico, ética e responsabilidade são indispensáveis.
Dra. Nazareth Ribeiro, PhD.
Psicóloga | Doutora em Negociação | Professora FGV FGV Educação Executiva | Consultora em Saúde Mental Corporativa | Café com a Naza | Certificada em Relatórios de Sustentabilidade GRI pela COPPEAD UFRJ
“A NR1 trouxe a saúde mental para o centro das discussões nas empresas. O problema é que ela também fez surgir muitos especialistas instantâneos.”